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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Telma Piacentini: Brincadeiras Infantis na Ilha de Santa Catarina


Telma Piacentini, Franklin Cascaes de Andrea Rihl

Prof. Rodolfo Pinto da Luz, ex-reitor da UFSC
e Secretário Municipal de Educação

Banda Compasso Aberto

Gilka Giradlello

Leo Nogueira

Telma Piacentini e Monica Fantin

Livro e calçada lúdica
relembram brincadeiras infantis
na Ilha de Santa Catarina

Noite de autógrafos em 15 de abril de 2010 . 19 h
Casa da Memória . Fundação Franklin Cascaes
Florianópolis/SC

"O livro de Telma Piacentini é resultado de um estudo sobre as esculturas em barro feitas pelo folclorista Franklin Cascaes, que retratam o legado das brincadeiras e brinquedos da Ilha, surgidos da mescla das heranças culturais luso-açoriana, negra e indígena. Seis esculturas estão publicadas em forma de lâminas avulsas numa reprodução das peças originais do acervo sob guarda do Museu Universitário Oswaldo Rodrigues Cabral, da UFSC.

Para a escritora catarinense a origem das brincadeiras locais está ligada à vasta tradição existente no Ocidente e Oriente. A pesquisadora estabelece relações entre os temas das obras de Cascaes e os jogos lúdicos retratados por artistas como Bruegel, Luca Cranach e Portinari. Segundo ela, algumas brincadeiras da Ilha registradas nas esculturas feitas pelo folclorista catarinense serviam como iniciação ao trabalho: meninos brincando de fabricar farinha de mandioca ou no engenho de açúcar, e meninas rendeiras preparando enxoval.  Com 96 páginas e prefácio de Gilka Girardello, o livro traz ainda verbetes explicativos sobre cada uma das brincadeiras – um trabalho feito pela arte-educadora Patrícia Guerreiro, que recorreu à bibliografia e a depoimentos de populares que traziam na memória lembranças dos jogos da infância.


Para Telma Piacentini, que também se dedica como artista à pintura, ao desenho e à gravura, “as brincadeiras infantis de Franklin Cascaes são como as manhãs de maio da Ilha: iluminadas”. Com Cavalinho de bambu, roda de aro, ciranda de roda e batizado de boneca, entre outras, elas fazem parte do “itinerário da magia”, define a autora.
Leia mais: http://portal.pmf.sc.gov.br/noticias/index.php?pagina=notpagina&noti=1452

quarta-feira, 2 de abril de 2008

CONTANDO
E CRIANDO HISTÓRIAS
Turma 2a. C
Colégio de Aplicação




Essa é a história de uma velhinha que adorava dar nome às coisas, mas só para aquelas que ela sabia que durariam mais do que ela. A casa se chamava Glória; a cama, Belinha;a poltrona, Frida; o carro Beto.

Com todos esses objetos e sem amigos, a velhinha se sentia muito sozinha. Até que um dia apareceu um cachorro marrom no seu jardim. Ela o alimentava, mas não tinha coragem de lhe dar um nome. Isso porque temia que ele morresse antes dela.

Todos os dias, durante meses, o cachorro marrom ia até o seu jardim, ganhava comida e partia. Só que um dia ele não apareceu. A velhinha ficou tão preocupada que resolveu procurá-lo no canil da cidade. O que será que aconteceu com ele? Será que ela vai encontrá-lo? Venha conhecer essa história gostosa da velhinha que dava nome às coisas.

A autora trata sutilmente de solidão e perda. As bonitas ilustrações, em aquarela de traço firme, imprimem graça e leveza ao texto.
AUTORA: Cynthia Rylant
Ilustrador: Kathryn Brown
Editora: Brinque-Book

Trabalhando com o texto, as crianças da Turma 2a. C, do Colégio de Aplicação, deram um nome para a velhinha e também criaram sua certidão de nascimento.
...

Sinopse do livro:
Acesso em 02 abr 2008.

domingo, 30 de março de 2008

"A mente constrói a realidade.
Ela a emoldura e a cria.
Todos nós temos
uma realidade comum,
um sonho comum".
Gustavo Bernardo Krause*






A turma 687B do Curso de Pedagogia da UFSC, da Disciplina MEN 5235, Prática de Estágio da Escola de Ensino Fundamental - Séries Iniciais, realizou a primeira reunião com a Coordenadoria de Estágio do Colégio de Aplicação/CED, da Universidade Federal de Santa Catarina, na tarde de 27 de março de 2008.

Acompanhados pela Profa. Monica Fantin, fomos recebidos pela Coordenadora de Estágio naquela instituição, Profa. Sílvia Leni Auras Lima, e nos encontramos com supervisores, orientadores e professores das séries onde estagiaremos.

Houve exposição sobre a importância do estágio e dos objetivos dele, das características gerais do Colégio de Aplicação no âmbito do Centro de Ciências da Educação, e da questão do Ensino Fundamental de nove anos dentre outros assuntos, sempre tendo em vista a importância da formação do professor para as séries iniciais. Posteriormente, passamos à visitação das dependências do Colégio, quando fomos apresentados ao Diretor, Prof. Romeu Augusto de Albuquerque Bezerra, além de outros profissionais. Destacamos nesta visitação a biblioteca setorial, uma turma da nova primeira série em atividade numa das salas de vídeo, os diversos laboratórios.

Não poderíamos deixar de registrar os esforços e as lutas dos profissionais pela melhoria de qualidade da educação, visto as limitações e dificuldades vividas para dar manutenção e implementação às ações tão necessárias para a área, dentro das políticas públicas atuais.

Os estagiários têm um grande desafio pela frente, não apenas no e aprofundamento da disciplina e desenvolvimento dos projetos de ensino, mas também no enfrentamento da realidade das escolas onde vamos atuar desde agora nas salas de aula, e na reflexão dos objetivos sociais da escola. Depois de anos de debates, diálogos, trabalhos, perguntas e questionamentos, entre a vontade de transformar o mundo e o ceticismo que muitas vezes nos ronda os pensamentos, nos abrimos para o enfrentamento da realidade educacional brasielrira, para ir desvendar e querer reinventar este grande mistério: a escola.

Agora, depois de todas as teorias levantadas como ferramentas para que compreendêssemos essa realidade que nos cerca, seguimos sempre estudando e fortalecendo as convicções que forjamos ao longo dos caminhos até aqui percorridos. Um caminho sem fim, este de estar envolvido mais séria e responsavelmente nos processos que chamamos de educação escolar e as relações entre ensino e aprendizagem.

As portas estão abertas e a percepção deve ser aguçada para escrevermos, no mundo, e com nossos companheiros e companheiras de estrada, as crianças, toda uma história de construção de sonhos que valem a pena realizar.

E, por ora, eu mesmo chamo René Magritte para rabiscar, desenhar e sonhar conosco neste mundo da escola, imagem ou reflexo desta sociedade em que vivemos. O surreal para aguentar o tranco do real que, no mais das vezes, negamos ou nos fazemos cegos...

Primeira resposta a uma pergunta inesperada: criança?
Primeira pergunta a uma resposta inesperada: professor.
Uma reticência: criar uma ponte de comunicação...

Pra quê?
Pra realizar um sonho?
Um sonho?
Comum?






...

* Gustavo Bernardo, publicado em KRAUSE, Gustavo Bernardo (org).
Literatura e ceticismo. São Paulo: Annablume, 2005.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Ciclo Cultura & Criança
26 de março de 2008
Barca dos Livros
na Lagoa da Conceição






Navegamos pela Biblioteca da Barca dos Livros da Sociedade Amantes da Leitura, capitaneada por Tânia Piacentini, com excelente bate-papo sobre a narração de histórias na sala de aula com a Profa. Gilka Girardello. Também conhecemos a Inaiara, o Paulo e a Tamira, além de reencontrar o Ingo Vargas, Pedagogo e também contador de histórias e aprendiz das artes de barista e fazedor de pão-de-queijo desde janeiro, escutando jazz de frente para a Lagoa da Conceição.

Sentados pelos tapetes no chão, acocorados nas cadeiras e acotovelados nas mesas éramos olhos, ouvidos e peitos abertos...

Tânia Piacentini expôs os objetivos da Barca e da Sociedade, bem como das lutas para navegar nesse mar da literatura, do livro e da leitura, seu envolvimento com a Pedagogia, que ora vamos descobrindo. Percebemos claramente que sua ocupação e paixão, de amante mesmo, vai na direção da literatura, e compreendemos da importância da questão da formação do professor leitor que vai trabalhar com leitores na infância.

A Profa. Gilka abordou o texto “A narração de histórias na sala de aula” (sem hífen mesmo), de um diálogo seu com Geoff Fox (Inglaterra), iniciando com o lançamento de uma questão: por que a literatura é importante?

Daí, com o texto no peito e viajando na imaginação, fomos contemplados com expressão nova nesta sexta fase do curso: a Pedagogia da Imaginação.
Lembrou-nos de Ítalo Calvino e da importância de se imaginar o que não existe a partir do que existe e, continuamos a viagem partindo de cinco eixos/fatores de estímulos da imaginação:

1 . O contato das crianças com a arte, na fruição e na produção dela;
2 . O contato com a natureza, no encantamento com ela;
3 . O Tempo, e o saber dar tempo às coisas;
4 . A mediação adulta nesse processo e,
5 . A Narrativa e a vontade de querer saber mais o que vem depois...

A Barca passou em viagem se orientando pelas estrelas da constelação do Cruzeiro do Sul e tomou rumo da Rússia nos anos 30; subiram fadas a bordo; Monteiro Lobato se achegou com Emília e o Visconde; o garoto da 5ª. série da Escola da Costa da Lagoa chegou para nos indicar livros; buscamos Newton que certamente ousou mesmo imaginar fertilmente para inventar suas hipóteses; falamos da Ciência se nutrindo das experiências da natureza, esbarramos em Sherazade voando com Aladim num tapete mágico; brincamos com o Homo sapiens e descobrimos o Homo narrens (nós, seres humanos, como contadores de histórias); um povo desconhecido lá do norte do Canadá foi contando como o céu era baixo e foi lá pro alto e, de repente, entre uma prosa e outra podíamos notar as várias expressões no rosto de cada um:

_Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
_ Ahhhhhhhhhhhh...
_ Ahá!!!
_ Ahn!?!...

Até o Paulo não se aguentava ali no computador dele e também furou o céu, e Tamira parou de fazer um trabalho e deu suas cutucadas também.

E, deixamos as histórias e estórias entrarem, e saírem...

Do primeiro encontro do Ciclo saímos com mil e uma interrogações, e deste, lá pelo meio, tínhamos 1001 noites a descobrir nas asas da imaginação...

De novo, o mundo de pernas pro ar...
O mundo a voar...
Um barco a navegar…
Livros a rodear…
Ciranda de livros,
Ciranda de cantigas,
Pra descobrir que contar histórias é todos deixarem “abrir o universo que têm no peito”...

No bate-papo, acabamos por lembrar de várias passagens de nossas vidas, e ouvimos e sentimos o cheiro das memórias do outro, nos pegamos a nós mesmos em lembranças quase perdidas no tempo, e os sorrisos e balançares de cabeça atestavam que a imaginação voava solta, mesmo.

Uma coisa certa que fica gravado no peito, desenhada sobre a água balançante, depois numa roda de café, chocolate quente e pão-de-queijo do Ingo: professores têm de se desafiar para encontrar o melhor meio de se comunicar com as crianças.

E, se cada um tem o seu jeito próprio de contar histórias, muitas vezes é a própria história que vem mexer com a gente, e nos conta o que fazer no ritmo dela mesma para fazer este contato e “comoção” com as crianças,...

Lá pelas tantas, Salman Hushdie entrou na dança. Ou era história?
Era, sim, com seu “Haroun e o Mar de Histórias”, dedicadas a seu filho Zafar, então criança de seus 10 anos em 1990.

E a Tânia que havia desaparecido um pouco pela popa, chegou novamente pra relembrar do “Mar de Histórias”, e o Barco dos Livros foi dando suas voltas, pessoas foram chegando e saindo...

Será que quando o Barco dos Livros fecha suas portas pela noite os livros se abrem e todos aqueles personagens dos livros saem ganhando vida própria e aprontam mil e uma bagunças madrugada adentro, como naqueles desenhos animados, em preto-e-branco antigos?

Sei lá, mas deu para imaginar a cena.

Por fim, tapetes, cadeiras e mesas eram todos mágicos e fomos conhecer muitos mundos da imaginação.

E, na minha primeira noite, das outras mil que virão neste futuro próximo fui refletir sobre tudo isso...